segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Unesp e Funep promovem eventos sobre pecuária, extrativismo, meio ambiente e pets


Editora Globo
Cursos relacionados à pecuária abordarão assuntos referentes à doenças, qualidade da carne e bem-estar animal.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão oferecerão, entre os meses de novembro e dezembro, simpósios, palestras e cursos nas cidades de Jaboticabal e São José do Rio Preto
As cidades receberão eventos que abordarão assuntos ligados ao bem-estar animal, à qualidade das carnes e tratamento de doenças como brucelose e tuberculose. Na área do extrativismo, haverá um ciclo de palestras sobre a heveicultura (extração de látex de seringueiras) no Estado de São Paulo. 
Fonte: http://revistagloborural.globo.com

Competitividade na pecuária vai depender de investimentos em tecnologia para elevar a produtividade e ceder espaço à agricultura


Editora Globo
A pecuária de corte está bombando. Como diz o pecuarista Paulo de Castro Marques, presidente da Associação Brasileira de Angus (ABA), o setor passou por uma revolução a partir dos anos 1990. A carne brasileira chegou à mesa de europeus, árabes e asiáticos, galgou o status de carne natureba, verde e saudável, e os bois e vacas daqui nunca ficaram “loucos”, como temiam ingleses e japoneses.

Tirando o problema com os russos, que ainda duvidam que a aftosa não é mais um problema nosso (há quem diga que eles sabem disso e que o problema é muito mais político que qualquer outra coisa), e a guerra interna entre criadores e frigoríficos, problema que logo vai pedir a intervenção do governo, a atividade vai bem, obrigada, e fortalecida por uma economia que tornou o brasileiro um ávido consumidor de carne. E como temos orgulho de comer, todo dia, um belo bife! Diz o ditado popular que não se deve mexer em time que está ganhando, mas, neste caso, vai ser preciso, sim, meter o dedo na ferida, e mudar as regras desse jogo para que a pecuária continue competitiva. A linha que separa um passado de ouro e um futuro enferrujado está bem à frente. “O pecuarista está sob pressão, e pressionado por ele mesmo. Quem quiser se manter competitivo no mercado vai precisar mudar o modo de praticar a atividade. Sua nova rotina incluirá a tecnologia”, diz Maurício Nogueira, sócio-diretor da Bigma Consultoria, uma das empresas responsáveis pelo Rally da Pecuária, expedição que mapeou e analisou tecnicamente mais de 52.000 quilômetros de pastos, em nove Estados, que correspondem a 75% do rebanho bovino e a 85% da produção de carne, durante os meses de agosto, setembro e outubro. Em 2011, a expedição também foi realizada e os dados, daquele período e de agora, comparados.


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Maurício Nogueira, sócio-diretor da Bigma
Nogueira aponta que as mudanças já estão acontecendo, em todo o país, mas ainda é lenta, por envolver transformações culturais e, principalmente, crédito disponível para o pecuarista. Em contrapartida, o mercado e ágil. “O mercado é dinâmico, a demanda cresce rápido. Nos próximos dez anos, para cada 10 quilos de carne consumidos no planeta, 3 serão produzidos no Brasil”, diz ele. “E, além de atender a essa demanda, a pecuária terá de ceder áreas para expansão das lavouras.” André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, outra organizadora da expedição, estima que esse espaço (para a agricultura) será de 15,3 milhões de hectares até 2022, e a pecuária poderia ceder 8,6 milhões de hectares aptos à agricultura. “Daí a necessidade da pecuária elevar os seus índices zootécnicos. É preciso elevar a produtividade, com o uso de tecnologias, em um ritmo mais acelerado para que seja possível liberar esse espaço”, afirma.
Com o uso de um pacote tecnológico completo, seria possível desenvolver a pecuária nacional em 90 milhões de hectares. Hoje, são utilizados 170 milhões de hectares e, conforme dados coletados nas entrevistas realizadas, 42% dos pecuaristas visitados na expedição fazem uso de fertilização em superfície, em alguma medida. “Significa que eles usaram a tecnologia ao longo da vida do pasto, mas esse processo é feito aos poucos dentro da propriedade (por partes do pasto).” Nos casos de uso de tecnologia aplicada diretamente ao rebanho, como a inseminação artificial por tempo fixo (IATF), foi possível constatar avanços significativos (43%). “Percebemos muitos ganhos nesses processos, o que é um ótimo indicativo”, diz. No quesito inseminação artificial, a média coletada foi de 87%.

Em algumas regiões visitadas, já foi possível perceber que a migração de terras está ocorrendo, sobretudo em áreas onde a atividade apresenta índices mais elevados, como em Mato Grosso. O levantamento apontou que 11% das áreas já estão cobertas com agricultura ou reflorestamento. De acordo com Nogueira, pelo menos 86% dos produtores querem reformar 14,5% das pastagens ao ano, e destes, 34,7% pretendem usar a agricultura para esse fim.

“A intenção existe, mas mesmo assim é fundamental ressaltar limitações técnicas de produtividade em grande parte das pastagens. Um desses fatores para a produtividade de alta performance, a altitude, indica que a produtividade nessas áreas de integração pode ficar aquém das expectativas”, afirma. No geral, Nogueira aponta que de 3% a 7% dos pastos analisados precisam de reforma imediata e 16% a 20% da área poderia passar por recuperação, sem o revolvimento do solo. “A recuperação custa, em média, 60% do valor de uma reforma”, diz.


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Diagnóstico aponta que 7% das pastagens precisam ser reformadas e os confinamentos aumentaram 6% em relação a 2011
A renda do criador de gado também foi analisada durante a expedição. A média foi de R$ 138 por arroba. No entanto, na simulação com o uso de um pacote tecnológico completo, a rentabilidade poderia chegar a R$ 730 por arroba. “A tecnologia também vai dar condições e oportunidades de o pecuarista resgatar os índices de rentabilidade da década de 1970”, reafirma Pessôa. “O pecuarista tem de ter em mente que, quanto maior o valor dos ativos (da terra), maior será a necessidade dele aumentar a rentabilidade da atividade.”

Os confinamentos, segundo ele, também estão aumentando. Ao todo, foram identificadas 549 mil cabeças de gado confinado, um aumento de 6% em relação aos levantamentos realizados pelo Rally em 2011. Desse total, 88,5% são usados como estratégia de terminação nas propriedades. Na média geral brasileira, estima-se que 4 milhões de cabeças de gado estão confinadas. “Todos os resultados obtidos mostram que a pecuária brasileira está sim evoluindo e que, nos próximos anos, teremos um cenário bastante diferente e positivo, que atenderá aos dois principais objetivos da atividade (ceder áreas para a agricultura e elevar a produtividade do rebanho)”, finaliza Pessôa.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com

Projeto Agha realiza estudo de zoonoses

Pesquisa e extensão se unem ao Projeto Agha. Prova disso, é o trabalho desenvolvido pela professora Monique Lagares, do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias. A professora estuda agentes causadores de zoonoses através dos testículos e ovários descartados após a castração dos animais, uma das ações realizadas pelo Agha.   Para Monique, o Projeto gera possibilidades de pesquisa que podem contribuir com a extensão. “Os resultados das pesquisas, além de esclarecer e orientar a sociedade em determinados assuntos, contribuem para maior aprendizado dos alunos e, também, dos professores”. Foi pensando nesses benefícios que a professora começou a participar das reuniões do Agha. “Depois de participar de algumas reuniões pensei: de que forma posso contribuir com o projeto? A minha proposta foi a de coletar os testículos e os ovários que são retirados dos animais na etapa da castração para fazer um levantamento de doenças”, conta.
A ideia da pesquisa é detectar algumas zoonoses, como brucelose e leishmaniose, que podem ser transmitidas por meio do sêmen e, até mesmo pelos gametas dos animais. Para isso, é preciso realizar um levantamento epidemiológico e o isolamento dos agentes nos animais, como aconteceu no município de Juatuba, primeiro a receber a caravana do projeto. Essa é uma forma de aproveitar materiais que seriam descartados e utilizá-los na realização de estudos.

Após esses procedimentos, é necessário avaliar de que forma essas informações podem contribuir com a sociedade. “A pesquisa é uma forma de verificar se as medidas tomadas para controle de doenças estão dando resultados, se há aumento, ou a redução da incidência de animais positivos. Fato que interessa à população e às prefeituras,” analisa a professora. “Com essas informações podemos orientar em uma medida profilática e preventiva de doenças transmitidas pelos pequenos animais”, explica.

O município de Lagoa Santa será o próximo a receber as intervenções do Projeto Agha. E a professora Monique se prepara para coletar mais dados para a pesquisa e realizar estudos de zoonoses na região.






  Fonte:http://www.vet.ufmg.br/

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O lendário Turbante JO está de volta ao mundo (trecho)

Perla Fleury abraça o potrinho, então com 17 dias de vida, na Fazenda Santa Amélia
Reza a lenda que José Oswaldo Junqueira, um dos maiores selecionadores de cavalo mangalarga, cultivava um hábito matinal e dele não abria mão. Logo após o café, saia à varanda da Fazenda Santa Amélia, em São José do Rio Pardo, no interior paulista, e aguardava a chegada de Turbante JO, o garanhão chefe de seu plantel. Depois de aposentado, aos 26 anos, o cavalo costumava dormir no jardim, pois o fazendeiro gostava de mantê-lo sempre por perto. Pacientemente, ele conversava com o animal, enquanto lhe brindava com pedaços de fruta. Em 1998, porém, uma doença obrigou José Oswaldo a permanecer internado num hospital durante semanas. Ele então pediu ao neto, João Junqueira Fleury, que garantisse a Turbante as frutas e o carinho matinais. O empenho de Fleury, porém, não foi suficiente para substituir José Oswaldo no coração de Turbante, que, sentindo profundamente a ausência do dono, um dia se deitou na grama para nunca mais levantar.
 
José Oswaldo Junqueira amava Turbante JO como um filho. O garanhão, considerado por muitos o mais completo exemplar da raça mangalarga, também era campeão mundial de produção de filhos – 1.678 registrados na Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Mangalarga. Ele rendeu muitas alegrias ao dono, além de um bom dinheiro. O fazendeiro disse certa vez que o cavalo, nascido em seus braços, só tinha um defeito: não ser eterno.

Andréa Basso, médica-veterinária
 
 
Turbante JO certamente não é eterno, mas um clone dele nasceu na madrugada do dia 10 de setembro na mesma fazenda onde o lendário garanhão viveu por quatro décadas. “Turbante renasce aos 43 anos por conta do material genético preservado (células somáticas) em um botijão de nitrogênio. Dentro de três ou quatro anos, ele irá produzir filhos. É o retorno da lenda, e não há exagero retórico na frase”, diz, emocionada, Perla Cassoli Fleury, médica-veterinária e viúva de João Junqueira Fleury, neto de José Osvaldo, que morreu em 2002, aos 42 anos, vítima de câncer.
 
Perla, de 36 anos de idade, faz parte da equipe e é sócia da In Vitro Clonagem Animal, empresa de Mogi Mirim (SP) responsável pela tecnologia empregada pela primeira vez no país na equinocultura. Na bovinocultura, a In Vitro já clonou várias “celebridades”, inclusive o touro Bandido, o rei das canchas de rodeio. A também médica-veterinária Andréa Basso, de 38 anos, diz que a In Vitro Brasil (empresa mãe) existe há 11 anos e já produziu mais de 100 clones bovinos, atuando também com ovinos e caprinos. Segundo ela, a primeira experiência com clonagem de cavalos aconteceu em 2003 nos Estados Unidos e na Itália.
 

Embrapa estuda clonar animal brasileiro ameaçado de extinção

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam clonar animais silvestres da fauna brasileira, em uma iniciativa inédita no Brasil, segundo eles. A previsão é que o primeiro clone, ainda sem prazo para ser feito, seja de uma espécie ameaçada de extinção, de acordo com o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados.
 
A primeira fase da pesquisa de clonagem foi a formação de um banco de germoplasma (com células de animais, para conservar seu material genético), que inclui espécies em risco, como o mico-leão-preto, e outras fora de perigo. A ideia inicial era trabalhar com mamíferos silvestres do Cerrado, diz Martins. O projeto, no entanto, foi ampliado e passou a incluir animais de outros biomas, como a Mata Atlântica. Agora o projeto entra na segunda etapa, que é estudar técnicas para fazer clones, afirma o pesquisador.
 
Ully, uma lobo-guará fêmea do Zoológico de Brasília que pode vir a fornecer óvulos para clonagem no futuro (Foto: Divulgação/Zoológico de Brasília).

Uma das técnicas cogitadas é semelhante à usada para fazer a ovelha Dolly, aponta Martins. Dolly foi o primeiro mamífero clonado a partir de células adultas. O procedimento consiste em transferir o material genético de uma célula adulta do animal para um óvulo da mesma espécie. Nesse processo, o núcleo original do óvulo é retirado. O óvulo é "reprogramado" e passa a agir como célula embrionária, com potencial para dar origem a um novo indivíduo, explica o cientista.

CFMV defende inclusão do Médico Veterinário na prática de Equoterapia

A Comissão Nacional de Assuntos Políticos (CONAP) do CFMV esteve reunida, no Congresso Nacional, em Brasília, com a senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) para falar sobre o Projeto de Lei (PLS) 264/2010, que tramita no Senado Federal e regulamenta a prática do tratamento com cavalos como método terapêutico e educacional.
 
Como importante resultado dessa articulação, a senadora apresentou à Comissão de Assuntos Sociais da Casa (CAS) um substitutivo que inclui o Médico Veterinário como um dos integrantes da equipe multiprofissional para equoterapia.
 
A proposta original do projeto de lei estabelece que os centros de equoterapia deverão ter personalidade jurídica, alvará oficial, instalações adequadas, bem como equipe mínima composta por um profissional de equitação, fisioterapeuta, psicólogo, médico, entre outras ocupações. O texto inicial não cita a participação do Médico Veterinário.
 
Para o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, a inclusão do Médico Veterinário no PLS trará benefícios não apenas para os tratamentos, mas, também, para o bem-estar humano e animal. “Com o avanço desta terapia no Brasil, é essencial que a prática seja padronizada e normatizada. Mas como é possível garantir segurança de uma terapia que utiliza animais sem a presença do Médico Veterinário?”, questiona. “Certamente, com o adiamento da votação do PLS, haverá mais tempo para articulação política”, diz.
 
O PLS 264/2010 é de autoria do então senador Flávio Arns. Além de outras exigências, a proposta também determina a garantia da manutenção adequada, bom adestramento e boas condições de saúde dos cavalos. O próximo passo para o projeto será a discussão e votação na CAS.
 
Fonte: Portal CFMV

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Goiás aprova lei que combate maus-tratos contra animais

Após São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Alagoas, agora foi a vez do Estado de Goiás aprovar a Lei N° 17.767, de 10 de setembro. A esperança da proteção animal é que esta lei seja aprovada em todos os estados da Federação, só assim o Brasil terá um grande avanço com relação à diminuição do sofrimento dos animais.

A Lei, além de proibir a matança indiscriminada, instituir o cão-comunitário e estabelecer base jurídica para a implantação de políticas públicas de castração e identificação dos animais nos municípios, em convênio com o governo do Estado, também conseguiu uma coisa muito importante: a mudança de paradigma.

“Fiquei muito feliz com esta ótima notícia. Realmente conseguimos mostrar a realidade e também os novos rumos que o estado deveria tomar. Transmiti ao governador a importância desta lei, pois a problemática dos animais não é apenas uma questão humanitária, mas de saúde pública, de meio ambiente e de respeito ao dinheiro público,” declarou o Deputado Estadual Feliciano Filho, autor da lei aprovada em SP, que originou as demais.

Fonte: http://www.anda.jor.br/31/10/2012/goias-aprova-lei-que-combate-maus-tratos-contra-animais